Pedras Rolantes

"A vida é aquilo que acontece enquanto estás demasiado ocupado a fazer outros planos" John Lennon



"You can't always get what you want, but sometimes, yeah just sometimes, you can get what you need" The Rolling Stones



terça-feira, dezembro 30, 2008

preto e branco a cores

amanhã haverá mais. espero que saibas o que espero que saibas (e mais ninguém)

Come away with me /Norah Jones  -  O Fiel Jardineiro (final: aves, fantasmas, África)

Sabes que mais? O filme é lindo, todo, em remontagem ou em director's cut. É muito para dizer. Já passaram uns dias e muita chuva. Daquela "Hard rain's gonna fall..." para dentro e para fora com sempre. Vai voltar, no fim de semana.
Pelos vistos não sabes, não suspeitas, não és, não estás, não vês a mão.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Sorry, another plane leaving in 5 minutes...

Espantástica esta fotografia de um Concorde, não é? Ainda digo mal da tecnologia, mas o google, o tal dos brinquedos que serão armas de destruição macissa, de vez em quando dá brinde. Até vou ter que escrever mais...
Isto dos aviões de 5 em 5 minutos, é como anda aqui no aeroporto, ainda por cima com a chuva e a baixa pressão, que é mais ou menos o ritmo a que estou a fazer sair posts hoje. Ele era livros, filmes, séries, coisas daqui e dali, as importantes e as picuinhas. Mas o Natal foi-se. Nem sei bem. Uma semana depois, é o ano novo, que vai ser o fim do mundo, não é ? A CRISE. A DEFLACÇÃO. AQUILO PARA QUE O MUNDO NÃO ESTÁ PREPARADO (marca registada)...Pergunta - e nós, estamos? É que, parece-me a mim, o mundo pode bem sem nós. Vai ser Prozac (marca registada) à escala mundial. E eu tenho tanto para escrever, antes de me levarem o meu dinheiro de contribuinte para salvar uma treta qualquer que é mais importante que eu.
Eu que tenho tanto em que pensar antes de deixar de haver electricidade e ter que ligar o computador à manivela.
Eu que tenho tanto que fazer, que enquanto funcionária pública de um hospital EPE, ganhava por banco de dia 9-21H menos que o equivalente ao subsídio de refeição, e agora os contratados estão impedidos(?!) de ganhar MAIS de 35 euros por HORA.
EU que tenho...
Bem, o Concorde, Minha tecnologia, anos 70, wiiiiindo, Air France, ar carregado de humidade, azul escuro, parece um golfinho, verdade, um golfinho do ar que deixámos cair e esquecer. As always.

Nietszche


E se um dia ou uma noite um demónio imperceptivelmente se arrastasse até à tua mais isolada solidão e te dissesse:

"Esta vida, assim como tu a vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez mais e mais vezes sem conta; e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro, e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande na tua vida te há-de voltar, e tudo na mesma ordem e sequência, e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez, e tu com ela, ínfimo grão de pó da poeira!".

Não te lançarias ao chão rangendo os dentes e amaldiçoando o demónio que assim te falava?

Ou viveste alguma vez um portentoso instante, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!"

Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te esmagasse - a questão em relação a tudo e todos, sobre se "Queres tu isto uma vez e mais vezes sem conta?" permaneceria com o maior peso sobre as tuas acções!

Ou, então, como terias de te sentir bem em relação a ti próprio e à vida para não reclamares mais nada senão esta última eterna confirmação, esta última eterna sanção?”

E então, quando acabei de ler, senti-me realmente com o Diabo ao lado, sorridente e enroscado, olhando para mim como para nós todos, que fazemos aqui senão lamentar o que pássa e enterrar a memória até nunca mais.
Há demasiadas coisas que eu quero que aconteçam para desistir das 400 vidas, se nesta tiver a sorte. A Vida (o que fazemos dela), e não o Diabo, é que nos trama o destino.

OH YES WE CAN, parte 2





Já mudou o ano, está a mudar o presidente.
Ainda não comentei o que raio can we, mas não me falha. Está tão na moda.

domingo, dezembro 28, 2008

internacionalmente burra

É capaz de ser ou não ser assim, mas porque é que se olha durante dias para o Gepetto do Google que no dia de Natal fabrica soldadinhos de chumbo? Continuamos basicamente na mesma? "o mundo não conhece a deflacção". O Natal acabou. So-cor-ro. Vem aí o futuro. A internet cai e eu grunho. Mas é tecnologia... A aldeia vai deixar de ser global? Vai deixar de haver Natal todos os dias? Quero hibernar.

E estes aqui não sairam do mergulho do futuro da EXPO 98, quando éramos ricos bonitos & famosos. (já para não falar do aquecimento/arrefecimento global, tsunamis e calamidades). Isto não pode ser assim, ou pode mesmo?

quarta-feira, dezembro 24, 2008

Bom Natal!

Há dois tipos de família. Aquela onde nascemos e a que escolhemos. (Cliché mundialmente famoso, que eu subscrevo.)
Bom natal Família!
Beijinhos da Mana ***

consoada dos pequeninos


Adivinha O Quanto Gosto De Ti
Andre Sardet

Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas nem sei o que escrever.Sinto as pernas a tremer, quando sorris p'ra mim, quando deixo de te ver.Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.(Refrão)Gosto de ti, desde aqui até à lua.Gosto de ti, desde a Lua até aqui.Gosto de ti, simplesmente porque gosto.E é tão bom viver assim.Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como hei-de te contar.Até já fiz um avião, com um papel azul, mas voou da minha mão.Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim.Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.(Refrão)Gosto de ti, desde aqui até à lua.Gosto de ti, desde a Lua até aqui.Gosto de ti, simplesmente porque gosto.E é tão bom viver assim.Quantas vezes eu parei à tua porta.Quantas vezes nem olhaste para mim.Quantas vezes eu pedi que adivinhasses.Quanto é que eu gosto de ti.(Refrão)Gosto de ti, desde aqui até à lua.Gosto de ti, desde a Lua até aqui.Gosto de ti, simplesmente porque gosto.E é tão bom viver assim.

terça-feira, dezembro 16, 2008

declaro morte ao sol (GNR)

Há algo de estranho. Os gatos têm aquela energia zen quando se olha para eles, mesmo que estejam no supremo entertenimento do próprio, que é não fazer nada. Aquele acumulador de energia felina, que quando eles se enrolam e ronronam tem um ar de Nirvana, estado de graça supremo.
Eles não têm dono. Eles são donos que de vez em quando destilam privilégios pelos seus companheiros humanos menos dotados. "Agora podes fazer-me festas, agora vou-me roçar dengoso pelas tuas pernas à espera que me tragas a minha comida que tu vais preparar."
Sendo felinófila de raíz (depois descobri que sou amiga de cães e muitos outros bichos que não queiram pôr em causa a minha existência) e de signo (chinês), chega esta altura terrivelmente fria do ano em que só me apetece hibernar, enroscar e tenho frio, frio, frio.
Confessando que não partilho o casaco de peles dos tigres, confesso também que se vivesse na Sibéria, pisgava-me. Vivo num país dito "temperado" embrulhada, enluvada, com 2 ou 3 pares de meias, ouvindo lá de cima o grande Deus esfíngico felino "tu és uma desgraça, aquece-me essas almofadas" (das patas). Tenho mesmo muito muito frio, mas o que é intrigante, é que sou considerada um borralho, óptima para aquecer camas por exemplo. Ou seja, irradio, mas não conservo. Está mal. A única energia que consigo conservar, são os outros que ma oferecem, quando estou a conversar, a ser útil, a ajudar de qualquer maneira. Eu sozinha não sou tigre, nem sou ilha. Sou uma escultura felina em gelo brrrrrrr. Agradeço que me derretam depressa e muitas vezes.

Inteligências

Ok, a imagem não é um insulto à inteligência. Sinceramente podia ter escolhido o emblema da FNAC, Bertrand, qualquer livraria da treta e a generalidade da cara dos portugueses a começar pelo nosso 1º Magalhães.
Sempre fomos um triste país de analfabetos funcionais que toca na seta para cima do elevador quando quer ir para baixo só porque sim.
Mas estamos a ficar piores ( se possível ). Primeiro, estou raivosa com as livrarias, que não se comportam como jumentos, mas sim como aquelas coisas que se põem nos cavalos para eles andarem sempre em frente e resistirem á tentação de pensar que o caminho pode ser outro que não Margarida Rebelo Pinto, o caso Esmeralda ou outras bestialidades que tais.
Andei à procura de: Honoré Balzac, Somerset Maugham, Henry James, Joseph Mitchell (encontrei, merece o elogio, na Bertrand do Campo Pequeno) e Alves Redol, para miúdos e graúdos.
Os estrangeiros procurei em literatura traduzida, em espanhol, em francês e em inglês. Do que eu queria, népias. Tenho uma verdadeira vontade de incinerar a nova FNAC Vasco da Gama, e a do Colombo para lá caminha.
E então Redol, português? Publicado integralmente pela Caminho. Fui aos miúdos. Tenho o Constantino Guardador de Vacas e de Sonhos, que é uma pérola. E os outros? Caminho? Uma Aventuraaaaaaaaaaaa, Alice Vieiraaaaaaaa, népias. Para crescidos? Está esgotado. "Já tentou a Bertrand lá em baixo"?
Meus Deus, será normal? Em Nova Iorque há uma livraria em cada esquina, com livros bem jeitosos (pª além dos best sellers do Nicholas Sparks blagh - estão em todo o lado). E estou a falar de 2001, trouxe a Samsonite forradinha.
Balzac? Amazon.fr. Henry James, Maugham? Amazon.co.uk. É normal? Não. Redol? Onde, onde, onde? Não posso ir ao estrangeiro à procura de um tuga não laureado. A Caminho não tem nada. Aparentemente a Mediabooks, agora Wook, do grupo Porto editora, está a sondar as catacumbas dos livros que não se vendem e em 15 dia arranja alguns, sem ser os que já temos (Gaibéus, Tenho Passaporte de turista). Portugueses? Porquê, porquê, porquê?
Finalmente, ainda sobre livros, tenho a sensação nítida de que não só não há o que procuro, tirando uma estreita linha para totós, como é impossível procurar, e há temas que desapareceram. Tipicamente, Portugal nunca existiu. Há um bocado de Lisboa, muito Allgarve agora, antes não havia nada, e suspeito que o que haja seja sobre campos de golfe e não sobre o Algarve dos montinhos de cabeço redondo interior. Alentejo, nã, é passagem, onde está a cultura? Porto muito pouco, Coímbra perto de nada (aliás, qdo lá fui, nem me sabiam dizer onde era o posto de turismo...)... O resto, tirando Madeira, mas também recente, é paisagem. Mas é que é mesmo. Não existe, para além da (desculpem-me os puristas) idiotice do Asterix em Mirandês...
O país que temos, o país que somos, o país que esquecemos e o país que podíamos ser...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Olívia Palito

Sempre (desde 1992) adorei esta canção e a 1ª vez que vi o vídeo pensei "Olha, esta não parece a Olívia Palito?" Com o passar do tempo, a Olívia foi desaparecendo, embora o impacto da canção / vocalistas / vídeo esteja bem conseguido. As Shakespeare's Sisters foram a banda feminina que mais tempo manteve uma canção (Stay) em nº1 do top britânico. Percebe-se porquê.
Há 16 anos estava no 2º ano da Faculdade, e ainda a marrar na Anatomia do 1º. Ai se eu soubesse o que sei hoje...


If this world is wearing thin
And you're thinking of escape
I'll go anywhere with you
Just wrap me up in chains [I'll do anything it takes]
But if you try to go alone
Don't think I'll understand

(Chorus) Stay with me x2

In the silence of your room
In the darkness of your dreams [In the darkness of your schemes]
You must only think of me [There among the souvenirs]
There can be no in between [And the useless memories]
When your pride is on the floor
I'll make you beg for more

Chorus

You'd better hope and pray
That you make it safe [That you'll be safe]
Back to your own world [In your own world]
You'd better hope and pray
That you wake one day [That you're gonna awake]
In your own world [Back in your own world]
'Cause when you sleep at night
They don't hear your cries
In your own world
Only time will tell
If you can break the spell
Back in your own world

Chorus
Stay. . .

sábado, dezembro 06, 2008

Falta a bolinha vermelha

video
Acho que é um pouco brutal e antropomorfizado, mas nós, os antropocêntricos, neste caso, merecemos. É triste também, porque os percebemos bem demais e pelo contário, não sabemos parar o aquecimento global, nós, as pessoas reais, nem sabemos se é o aquecimento que está a matar a Terra, ou apenas o sapiens sapiens. Na sua infinita sabedoria, a Terra saberá, como até agora, quem deve eliminar.

o pedaço egoísta de mim

"És grande, confundem a tua grandeza e bondade com obrigação."
Peço desculpa de estar a roubar a citação à pessoa que a disse. Quero parecer convencida e orgulhosa, mas não sou, mas estou orgulhosa do elogio numa altura em que realmente não estava à espera, porque geralmente de amparos me costumo bastar. Sabes que nunca ninguém tinha dito que eu era grande? Que havia gente que precisava de mim? (Bem, para além de uma Leoa, que por ser Mãe não conta, mas grande não me parece que tenha dito, boa sim; e no contexto "bom coração" vá lá, mais poucas pessoas) Que nunca ninguém fez questão de ser categórica e afirmativa numa altura de necessidade com essas palavras?
Nunca, nunca me senti grande. Sempre me senti pequena demais e fraca demais para voos altos, para fazer diferença. Sempre senti que a minha força vinha dos outros e que era essa força que precisamente eu usava para crescer em mim e os poder ajudar. Sempre me senti um grão de areia dentro de um grão de areia dentro de um grão de areia (sou, obviamente, terra, não é?). Do estilo que até chora com elogios. Obrigada não chega. Foi o melhor elogio que me fizeram alguma vez. Para te honrar, tenho que estar à altura, não é? Sou uma pessoa complicada (aren't we all? - o problema é que só alguns dão por isso) porque penso e penso e penso demais nas coisas.Quero tentar vencer a resistência. Tu és grande.

Bem, pelo menos fui eu primeiro...eram planetas...


... e viam-se espantosamente bem num sítio cheio de luz. Lição aprendida. Temos um Observatório Astronómico em Lisboa, da Faculdade de Ciências! Na Tapada da Ajuda! Que calcula no princípio do ano tudiiiiiinho o que se vai ver no céu e gentilmente disponibiliza em PDF. Marte foi grande e ao alto até Setembro. A partir de Outubro está tapado pelo sol. E Vénus "destapa-se", sendo por proximidade e com propriedade a "estrela mais brilhante do nosso céu". Júpiter, mais amarelo, distante e licencioso, anda pelas nossas tardes. Dias a seguir, se não houvesse nuvens chuva e meteorologia siberiana que tal, a Lua crescente conjugava-se com eles.

Reposta a verdade astronómica, que os astros também devem ter o ser brio.

terça-feira, dezembro 02, 2008

Toda a gente precisa de um Eli Stone




Eli não é apenas um dos nomes de Deus em Aramaico, é também o equivalente a Elias, outro profeta. Stone, como Pedro, é pedra. Portanto, o nome do advogado sanguessuga que começa a ter visões e alucinações (auditivas) ao som de Faith, Freedoom, Star People et al de George Michael in loco (literalmente), não é escolhido ao calhas.
Nem os antecedentes, nem tudo o que parece ao calhas, mas o vai empurrando para casos contra as Big Corporated e a cidade de São Francisco. É realmente irónico passar de mentiroso compulsivo (pelo menos nos tribunais) para profeta que grita o que os outros estão pouco permeáveis a ouvir.
Para cúmulo, o sócio maioritário gosta dele assim como é, das canções do George Michael (by the way, eu também, quando ele não está na fase politicamente implicativa), e last but not the least, também canta. Aliás todos no escritório têm essa oportunidade, o que faz desta série um caso tão à parte. Para além do Eli ter um ar de querubimzinho, ok, sem caracóis, mas querubinzinho...Ai, ai quando chegaram cá os DVDs da 1ª série? Deve acabar hoje precisamente, na Fox Life. 2ª, vem depressa! Salve Aleluia Salve.
Toda a gente precisa de um Eli Stone.

e agora para uma coisa verdadeiramente importante

Bem, afinal são 2 coisas importantes.
A primeira é relativa, mas também é um protesto: #$%&%$#& que raio de loja de ideias são vocês, seus Cães Azuis, se várias T-shirts engraçadas, como a que eu estou a publicitar, só existem em tamanho de homem? Pelos visto crescer, cresceram, falta é aparecerem... (o Small ou o XS de homem quando existe, é assim tipo vestido para duas pessoas).
A outra é mais importante. Por mais que me solidarize com a greve de 4 dias dos CTT, que garantias é que me dão de que a minha carta para o Pai Natal chega ao Polo Norte a tempo? Neste país é sempre assim (como diria a Mafalda, embora de outro país...). A única vantagem é que serve para me desculpar dos cartões que vão chegar atrasados.
SIM, eu mando cartões, e não sms na consoada (tão somente). E gosto de receber cartões (algo que tem diminuído de forma exponencial). Gosto de escolher, de gastar envelope e selo, de gastar tinta e de personalizar. Ok, também faço colecção, mas aí é que que está a "glória e o engenho do mundo". Fazer coisas por gostar. Gastar tempo com isso, que é diferente de perder tempo.
Gosto de perder tempo a escrever cartas para mandar pelo correio. As pessoas é que já não gostam de perder tempo a lê-las, quanto mais a escrevê-las. (Daqui a uns tempos suspeito que nem saibam para que é que serve uma carta, mas isso então dava pano para mangas).
Vou enviar um postal de Natal à minha Estação de Correios (Av D. Leonor de Gusmão - Lumiar). Ao contrário da DECO, não tenho razões de queixa.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

importa-se de repetir?

É um acontecimento. Pronto. Ouvi e não posso dizer que tenha aparvalhado, vai por aí cada coisa. No entanto, não deixa de ser...
curioso
estranho
anormal ou melhor, fora do normal
aberrante
etc
O Partido Comunista Português fez um congresso no meio desta friagem. Ok, acontece (a friagem). Não estou preparada para a idade do gelo. Vou hibernar. Bem, o congresso do PCP. Foi no Campo Pequeno ( como em Praça de Touros do Campo Pequeno agora com centro comercial, cinema e estacionamento, ah e concertos). Os camaradas desfiaram provavelmente as cassetes ou mp3, mas... os camaradas não se estarão a aburguesar, a passar ao feudo da Caras e da VIP? Faz-me estranheza não lhes fazer estranheza, mas pronto. Jeronimo saleroso oblige. Contudo, não entranha.
Qualquer dia está lá o Bloco em congresso mais a Quercus e até são capazes de fazer capa na Lux, eles e o milho transgénico. Pois.

a tradição já não é o que era...


É dia 1 de Dezembro, porque sim. Não tem nada a ver com a restauração da independência ou algumas defenestrações ocorridas na altura. Há 34 anos (embora não possa afiançar se aos meus 3 meses foi tal e qual assim, tenho um alto grau de suspeita) que a árvore de Natal, presépio e enfeites caseiros têm data marcada. Nem um dia antes, nem um dia depois.
Sempre fui deslumbrada por árvores de Natal e presépios. Depois de passar anos a vê-los crescer e a dar uma mãozinha, passei a responsável pelo ritual da árvore, luzes, enfeites, fitas, presépio iluminado, com pastores e reis magos (siri-ai-ai-iupi-iupi-ai) que se iam aproximando da manjedoura.
Um ano houve em que a nossa arrecadação foi arrombada, roubaram a minha bicicleta, a árvore, presépio e enfeites todos. A bicicleta nunca apareceu. Entretanto, como plano de contigência, vimos por nós próprias como os enfeites tinham encarecido e as figuras do presépio tinham ficado discretamente rudes e feias, quando não em plástico.
Natais foram e Natais vieram. Desde há 5 anos passaram a ser celebrados na minha casa, primeiro porque havia mais espaço, depois porque a minha avó morreu e nenhuma de nós tinha grande vontade de ser efusiva. Mas estabeleceu-se, dia 1, minha casa, muito brio em pequenas doses. Somos uma micro-família, mas fazer a árvore e viver o verdadeiro Natal que não se pássa no centro comercial, mas está where the heart is faz bem e ilumina. Muito mais que as LEDs da cidade, por muito menos.
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