Pedras Rolantes

"A vida é aquilo que acontece enquanto estás demasiado ocupado a fazer outros planos" John Lennon



"You can't always get what you want, but sometimes, yeah just sometimes, you can get what you need" The Rolling Stones



domingo, abril 25, 2010

domingo, abril 18, 2010

intermission

Voltaremos às parvoíces assim que possível.

Era um cataclismozito, sff

Mas estamos (ainda mais) parvos, ou quê? O século XX, coitadito, até parece que foi pobre em catástrofes naturais - pelo menos quando comparadas com as que nós causámos: duas guerras mundiais, muitas que não o são mas etc, genocídios em massa, atrocidades ambientais com petroleiros (p. ex), bombas antónias e experiências "controladas" com as ditas "armas de destruição maciça", e Chernobyl, por exemplo.

Perante isto, uma catástrofe natural sabia a pouco. Agora, para os paspalhos que somos, há tsunamis, furacões, ciclones, tornados ao fim da rua e trombas de água na canalização. E sim, a terra treme. Muito. Parece que é costume. E sim, os vulcões acordam, senão estiverem extintos. Se se preocupassem com o facto do Eyjafjallajokull (pouco telegénico, não é) estar a babar para um glaciar (ie, potencial fonte de água potável ou marinha em depósito), nãããããããããão! Tadinhos dos aviões (que já agora tb nasceram no século XX), não podem levantar, as pessoas não se podem mexer, porque ainda não inventaram o teleporte pelo facebook (#$%"%/&%"%$#"!) -mas deve estar para breve.
O nosso pm, em vez de chamar "manso" à tia do Louçã (português técnico, com inconformidade de género... ou a tia do Louçã já foi tio?), podia ter dito com um sorriso de orelha a orelha "Estão a ver como era bom o TGV?". Mas não disse. Perdeu a única oportunidade em que podia não estar calado. Não temos pena.
Entretanto parece que perdemos o nosso commander-in-chief tb por causa da Islândia. Os espanhóis lá reabriram os aeroportos não fosse andar um carro cheio de portugueses homicidas nas estradas (porquê de carro, sua exa não podia vir de comboio?). Assim como assim, bem o podiam ter perdido. Mas é humilhante ser cidadã de um país que deixa andar o presidente à trouxa-mouxa por aí. Pelo menos chamava-se o Jack Bauer.

eles estão mesmo a morrer

depois não são as abelhas, somos nós todos, aka, a Terra.

Depois da bonança

Depois da bonança, as notícias ardem. Ficamos sem pensar, toldados por coisas pequeninas que só deixam os tolos entristecer. Uma doente da clínica morreu. Não era minha doente, não estava debaixo da minha asa, não iria estar. Conhecia-a. Era uma pária tratada a pão-de-. Mas os ses os quês os eventualmentes não faziam sequer imaginar que 32 anos não resistiam a uma operação programada.

Sabes tu que me ouves aí de cima, espanhola, que a tua "prenúncia" era terrível. Quando te vi pela 1ª vez (transferida de outra clínica próxima) pensei, Jesus, um monstro. A sério, tu sabes. Tu sabes do teu desmazelo, da tua ponta-acima ponta-abaixo, da barriga meio de fora das calças. Tu sabes de ti. Mas tu sempre foste um espelho dos outros, por isso talvez tivessem medo ou não gostassem. Quem te destratava, era destratado de volta. Quem te tratava bem, como qualquer outra pessoa, recebia bom humor em troca.
Como eu também sou desbocada, percebi isso e demo-nos bem, embora não concordasse com a maneira com te era dada rédea solta ( o espelho da tua médica...).
Tu viste como foi na 3ª feira. Ela chorou como se o mundo tivesse acabado, porque tinha acabado uma boa acção dela, que eras tu. Desculpa, eu não consigo ver nela a bondade, contra ela e não contra ti, tenho um grande preconceito.
Mas deixaste-nos sozinhas a chorar no escuro - porque ás claras os pajens estão firmes e hirtos, prontos a dar um abraço. A tua família apareceu e quer-te levar para casa (não é longe). Uma vela, uma flor, uma estrela.
Sabes que estamos cá, não sabes? Isso é que custa. Sempre.

O Jadineiro Constante

Podia ser perene, persistente, obstinado, presente, preocupado, fiel, foi apenas constante, por meneio a um livro de John Le Carré - que não tenciono ler -, e a um filme de Fernando Meirelles, que vi e era capaz de deitar baba e ranho dias e dias seguidos e continuar a ver. Baita de brasileiro Bão! Tem uma tendência para fazer bons filmes a partir de obras aaaaaaa... de género (vi Cegueira; o Ensaio está parado à espera de melhores dias).
Mas isto mesmo acerca da jardinagem. O fim de semana passado foi de jardinagem. De interior, é claro. A minha casa não tem varandas nem espaço para floreiras. É um dos poucos pontos fracos. As plantas têm que ser fortes para se habituarem à falta de liberdade (parece ridículo, mas é verdade) e ao ambiente controlado.
Já me deixei de bonsais, porque não considero uma arte domar a natureza, tornando uma árvore anã e vergando-a à vontade do seu senhor (desde quando é que as plantas têm dono?). As plantas têm tratadores persistentes. Elas queixam-se de maneiras tão estranhas para nós (ou vagas, ou demasiado abruptas) e irracionais, que temos que aprender a ver as coisas de outra maneira. A natureza de outra maneira. A natureza como ela é.
Talvez seja uma parábola da história do filme, um diplomata jardineiro que tem que esgravatar bem fundo com as unhas numa terra longe da sua (mas mais colorida; a Europa aparece sempre gélida azulada). A tarefa do jardineiro é sujar as mãos na terra. Não há outra maneira, mesmo em pequenas plantas de interior.
Pois, pequenas. Uma, que é enxerto de uma primeira que já deve estar perto do tecto, está praticamente a ultrapassar-me em altura, e a trepadeira tomou conta da interface cozinha /copa pelos móveis acima.
Uma pessoa fica orgulhosa. Ao contrário de outra pessoas, não falo com elas; penso com elas, não preciso de falar. Sentimo-nos bem assim.
Espreito a terra, se é preciso desenvasar ou mudar apenas a terra. Andei a re-envasar cactos, o que tb tem a sua arte. Está na altura dos enxertos. A jardineira persistente tem que ir aprender mais. Tenho duas que consegui salvar da "seca" extrema mas com água a mais por baixo do sistema de raízes (problema da terra). Também estou orgulhosa. E trato de um cacto que come a argila do vaso e cresce. Tenho cactos com flor que fecham à noite. Tenho uma violeta tímida.
Fossem todos os dias de jardinagem, eram dias tranquilos.

Stardust

Stardust (Estrela Cadente/2005) @ Youtube



Rule the world / Take That (re-avindos boysband, agora parvosband + Robbie Williams e um bocadinho de Gary Barlow)



Tal como Coraline (filme em stop-motion, como a Fuga das Galinhas), foi um dos últimos que aluguei na defunta. Nem sabia que a música dos canastrões-band que passou tanto na rádio fazia parte da banda sonora.
Mais uma vez, para alimentar o que resta, o cinema bebe da banda desenhada, desta vez com o autor Neil Gailman "inventando um conto de fadas para adultos", onde as estrelas cadentes são meninas loiras com coração de princesa altamente cobiçado, e o capitão de uns piratas do ar (literalmente, pescam relâmpagos) de nome Shakespeare, não quer que se saiba do seu lado mais "queer".
É uma produção inglesa e independente, o que provavelmente quer dizer que vamos ser inundados por Avatares, portanto é só procurar os daninhos.
Bas fond, portanto, mas para todos. Recomenda-se vivamente.

RIP

...ou dá-lhe Senhor o Eterno descanso. E se por acaso me apetecesse ver um vídeo - desde o tempo das cassetes e transição para dvd que era sócia. Tinha uma loja perto de casa e do colégio. Conhecia bem a primeira loja que abriu ao lado do Fonte Nova. Havia uma nova em Telheiras. Blá.
Batatas fritas, chocolates, coca colas pipocas liofilizadas, mas também... os melhores Haagen-Dasz & Ben & Jerry das redondezas. E passear-se a ver as capas, a ler as tramas, à espera do filme-que-não-se conseguiu-ir-ver-ao-cinema-e-deixou-a pulga-atrás-da-orelha.
Dizem que foi a pirataria que a matou, mas parece que foi o subprime (whatever...). A pirataria não traz os bónus e os extras (eu não gosto de pipocas, mas tb não traz gelados). Ir ao cinema é caro. Alarvemente caro.
Geralmente, não me importo de esperar, quando a dúvida é razoável. Não é a mesma coisa, mas já nenhum cinema é a mesma coisa. E para mim o 3D não conta, porque não vi nenhum filme de óculos untosos (desconfio que o efeito 3D seja um bocado placebo e um bocado enjoo; para além do mais não sei se funciona com astigmatismo).
Portantos, para mim que gosto de cinema a coisa tá preta. Não compro dvds de filmes que não vi, e os clubes de vídeo faliram. Passei a um online, como todo o resto da nossa vida extra-terrestre. Vamos a ver.
Quando pelo Natal (cronológico) vi a loja do Lumiar a dizer que ia fechar e a fazer grandes (GRANDES) promoções - o que mostra como a corja de piratas & ladrões não é bem a apregoada - comecei a temer o pior. Fomos recambiados para Telheiras. As Coca colas & pipocas desapareceram. O multibanco deixou de funcionar.
Passei por lá há uns dias. A loja está vazia. Como as nossas ideias, a nossa programação televisiva e a nossa internet que surfamos qdo devíamos trabalhar. Cheira a vácuo. 

quarta-feira, abril 14, 2010

Unites States of Heaven & Beyond

Empire State Of Mind (Part II) Alicia Keyes (@youtube)



Ooohh New York
Grew up in a town that is famous as the place of movie scenes
Noise is always loud, there are sirens all around and the streets are mean
If I can make it here, I can make it anywhere, that's what they say
Seeing my face in lights or my name in marquees found down on Broadway

Even if it ain’t all it seems, I got a pocketful of dreams
Baby, I'm from New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!

On the avenue, there ain't never a curfew, ladies work so hard
Such a melting pot, on the corner selling rock, preachers pray to God
Hail a gypsy cab, takes me down from Harlem to the Brooklyn Bridge
Some will sleep tonight with a hunger for more than an empty fridge

I'm gonna make it by any means, I got a pocketful of dreams
Baby, I'm from New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These street will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!

One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty
No place in the world that can compare
Put your lighters in the air, everybody say yeah, yeah, yeah, yeah

In New York
Concrete jungle where dreams are made of
There's nothing you can't do
Now you're in New York
These streets will make you feel brand new
Big lights will inspire you
Let's hear it for New York, New York, New Yoooork!

---------
Não penso que seja uma canção de grandeza, de arranha céus, de superioridade (no "melting pot"). Desde que a ouvi, penso numa canção solitária, alguém que canta uma cidade, um sítio que fosse, onde houvesse orgulho - o Empire State, porque não o Chrysler, Rockefeller Plaza, ou até a Grand Central Station. ícones não faltam, verdadeiros ou imaginados.
No ano passado ouvi lentamente na mente River da Sarah MacLachlan. Hoje, Alicia, morreste-me, num mundo que não era nem nunca foi teu. As pessoas que te vão chorar e sentir a falta conhecem-te há seis meses. Choram por si mesmas, porque fazes falta, também aqui, onde mal te conheço.

segunda-feira, abril 12, 2010

não é impressão minha. O Tim Robbins está com o sorriso mais rasgado e o Ralph Fiennes mais caídinho.
Como não tenho (nem sei utilizar) photoshop, deve ser a lua.

com a voz que me resta

coisas do mundo... [@Youtube, Resistência em Concerto)







Amanhã é sempre longe demais para se nascer selvagem?

mothers never talk about it...

... but we can work it out?!
(muito muito tempo antes do Obama)



My features form with a change in the weather
We can, we can work it out
My features form with a change in the weather
Weekend, we can work it out
When the wind blows, when the mothers talk, when the wind blows
When the wind blows, when the mothers talk
When the wind blows we can work it out

It's not that you're not good enough
It's just that we can make you better
Given that you pay the price, we can keep you young and tender
Following the footsteps of a funeral pyre
You were paid not to listen, now your house is on fire
Wake me up when things get started
When everything starts to happen (happen…yeah…)

My features form with a change in the weather
We can, we can work it out
My features form with a change in the weather
Weekend, we can work it out
When the wind blows (When the wind blows)
When the mothers talk (When the mothers talk)
When the wind blows
When the wind blows (When the wind blows)
When the mothers talk (When the mothers talk)
When the wind blows we can…only we can work it out

Some of us are horrified, others never talk about it
But when the weather starts to burn
Then you'll know that you're in trouble
Following the footsteps of a soldier girl
It is time to put your clothes on and to face the world
Don't you feel your luck is changing
When everything starts to happen (happen…yeah…)
Put your head right next to my heart
The beat of the drum is the fear of the dark

My features form with a change in the weather
Weekend, we can work it out
My features form with a change in the weather
Better late than never
There's a change in the weather (we can work it out)
When the wind blows (When the wind blows)
When the mothers talk (When the mothers talk)
When the wind blows
When the wind blows (When the wind blows)
When the mothers talk (When the mothers talk)
When the wind blows we can…only we can work it out

domingo, abril 11, 2010

Creep, revisited

Estava. Só. A fazer-como-se-diz, scroll-down do blog com o rato e li.

Eu quero que tu (sofras)
quando eu não estiver por perto

Jesus! É mesmo isso não é? Touché sem meio termo. "Eu quero". Eu não sou assim, tenho um rol de dúvidas lancinantes do tamanho do mundo, mas não deixo. Não deixo sofrer. Por presença ou ausência. Calhei estúpida, todos os dias e mais um.
Eu sofro.

nº 400 coiso e tal

Parece que não, mas era AQUI, que eu queria estar. Mudam-se pelo menos os cantos à casa. Vamos ficando mais ricos. Tim Robbins ainda relembra Mozart no telhado duma prisão na Nova Inglaterra ( a vida é o que acontece...); Rachel Weisz desceu do céu para África as memórias de jardineiro de Ralph Fiennes (just sometimes...).
Il mondo gira.

terça-feira, abril 06, 2010

Quando um homem (crescido) chorar será Natal

O Natal é Datal, Da-tal. O Da-tal é um stress. Começa em Outubro depois do angustiado regresso às aulas, que é para a carneirada reagir à má notícia do Verão ter acabado, ter que fingir que trabalha, etc. Este ano, benzós Deus, como eleições, puseram mesmo nessa altura as luzes de Da-tal e foi um fartote na freguesia. Se assaltam a estação dos correios 10 vezes e tb uma farmácia à mão armada, ao lado do comando metropolitano da PSP não vem ao caso. Nada. Se a Portela está cheia de aviões e anda tudo nos arredores a criar pombos kamikazes não vem ao caso, nada. Nada. Dada. Da-tal
Não é como o Dasex para o dariz, é Da-tal mesmo. A partir dessa altura é impossível por um pé num centro comercial. A crise está lá, mas os consumidores sem cheta e cheios de sacos tb. Todos os santos dias com o fá-lá-lá de bells are arringing tálálálálá-lálá-lálá.
O Da-tal é um festim (despromoção de festa). Antes era a consoada, o Menino, o peru. Hoje são as prendas, o ter que dar, dar, mandar sms, dar qquer coisa PORQUE se recebeu um imprint social tão grande que não dar é feio, mesmo que seja gripe. Zurrapa é Da-tal. É à pressa. Não tem critério.
O Pai Da-tal afinal, filho, veio da Coca Cola, e os ursos polares já não existem há muito tempo, morreram todos, afogados. Anjos estão sempre por todo o lado. São omissos. Não são santos, não comprometem, são sexualmente ambivalentes, mas mais do que isso, contextualmente e religiosamente.
Havia anjos na manjedoura? Marca registada & patenteada? Azar. A(s) Igreja(s) ainda não se lembrar(am) de patentear o Menino Jesus, provavelmente por causa daqueles escândalos todos com os padres. Alguém lá chegará, inch Allah.
Este ultimo Da-tal correu tão mal, que estava na véspera a embrulhar prendas, a ver se fintava a meia-noite (para o núcleo duro familiar, óbvio). Fomos dormir de cansaço. Quando acordámos - tarde - no dia de Natal (Daaaaaaatal), nem tínhamos força para as abrir.
Curiosamente, as luzes de datal apagavam todos os dias à meia-noite, e no datal foi como noutro dia qualquer. Na noite de passagem de Ano (para um buraco ainda mais  fundo do túnel), estiveram acesas a noite toda. No dia 2 estavam a arrumá-las. Da-tou-se.


(e com mais calma e presença de espírito, consegui uns momentos de verdadeiro Na-tal, nos arrabaldes desta Páscoa que se foi, cordeiros magros)

segunda-feira, abril 05, 2010

Natal é quando o homem chorar (de alegria)

FAIRYTALE OF NEW YORK
Kirsty McColl and The Pogues   (at You Tube)


(é uma canção de vádios e mulheres da rua, um pouco bêbedos até, de sonhos, e, porque não, de Natal. Fez um homem crescido- e irlandês- desatar a chorar no Cambridge - e ele era o professor. Ao contrário da maioria das canções de Natal que se tornam Jingles-de-Da-tal-à -força, porque até Bob Dylan tem que cantar a versão enfastiada do Little Drummer Boy para pagar a renda, esta não se pega. É peça única e não lhe chega a gripe ao nariz - a vocalista já cá não está, o Shane já não tem neurónios-, nem, queira a Virgem e o Menino, a Coca Cola)

It was christmas eve babe
In the drunk tank
An old man said to me: won't see another one
And then they sang a song
The rare old mountain dew
I turned my face away and dreamed about you

Got on a lucky one
Came in eighteen to one
I´ve got a feeling
This year´s for me and you
So happy christmas
I love you baby
I can see a better time
Where all our dreams come true.

They got cars big as bars
They got rivers of gold
But the wind goes right through you
It´s no place for the old
When you first took my hand on a cold christmas eve
You promised me broadway was waiting for me

You were handsome you were pretty
Queen of new york city when the band finished playing
they yelled out for more
Sinatra was swinging
all the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night.

And the boys from the NYPD choir were singing Galway Bay
And the bells were ringing out for christmas day.

You´re a bum you´re a punk
You´re an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag you maggot
You cheap lousy faggot
Happy christmas your arse I pray god it´s our last.

And the boys of the NYPD choir's still singing Galway Bay
And the bells were ringing out
For christmas day.

I could have been someone
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you

I kept them with me babe
I put them with my own
Can´t make it out alone
I´ve built my dreams around you

And the boys of the NYPD choir's still singing Galway Bay
And the bells are ringing out
For christmas day.
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